21 de nov. de 2008

Quando falar de Jesus?

Esta é uma pergunta que todos aqueles que desejam evangelizar e levar as pessoas a conhecerem a Verdade fazem.

No nosso ambiente de trabalho,de estudo ou familiar acabamos fazendo amizades, de modo que passamos a ter afeto pelas pessoas. São amigos ou parentes para quem desejamos o melhor. Assim, ficamos chateados e tristes quando vemos essas pessoas distantes do Senhor ou em caminhos errados, que não levam à verdadeira salvação, que é Jesus.

Nesse desejo, se não soubermos dar nosso testemunho, principalmente quando falamos alguma coisa, nós corremos o risco de, ao invés de conquistar a pessoa, fazer com que ela crie uma barreira contra nós e tudo que falamos de Deus. Em alguns casos a pessoa acaba se afastando de nós, de modo que perdemos até um amigo.

Em primeiro lugar, nós precisamos saber que em nosso processo de comunicação, as palavras representam apenas cerca de 7%, enquanto o restante é transmitido pela nossa feição e atitudes (55%) e tom de voz (38%) – (fonte: Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA)). Dentro desse princípio, notamos que o que importa não é o que falamos, mas como falamos e mais ainda, o que fazemos. Então, falar de Jesus é muito mais uma questão de atitudes do que de palavra propriamente dita!

Sendo assim, toda hora é tempo de evangelizar pelas nossas atitudes e ações, pois estas transmitem uma mensagem para as pessoas. Se agirmos como verdadeiros cristãos e formos fieis à busca da santidade, essas atitudes e ações transmitirão para as pessoas que buscamos a Deus e que Ele é alguém presente em nossas vidas. É essa base de vida, que testemunha a fé, que deve criar momentos nos quais efetivamente falamos de Jesus.

É bom lembrarmos que falar de Jesus é falar da boa nova, é falar do amor. Nesse ponto, algumas pessoas que desejam anunciar o Evangelho no meio em que vivem cometem um grande erro, pois, ao invés de anunciar o Amor, ficam acusando a pessoa por causa de seus pecados e erros. Lembremos que Jesus sempre procurou conquistar as pessoas através do Amor como, por exemplo, temos os casos da pecadora perdoada e de Zaqueu. Jesus sempre foi ao encontro da necessidade de amor que as pessoas tinham e depois de as conquistar, Ele as convidava a mudar de vida. Assim, também nosso falar de Jesus deve ser um falar do Amor, como tanto nos ensina Santa Teresinha.

No entanto, seja através das palavras ou atitudes, é importante lembrarmos que não podemos ser “ETs” no meio das pessoas com quem convivemos. Isso só as afastaria de nós. É verdade também que algumas vezes ficamos ‘boiando’ nas conversas, como por exemplo, quando as pessoas estão conversando sobre o capítulo da novela do dia anterior. Nesse momento talvez fiquemos calados, mas podemos, na hora certa, comentar que não assistimos à novela, que preferimos ficar com nossa família, ler ou visitar um amigo. Assim, damos testemunho de uma vida diferente!

Por outro lado, precisamos aprender a conviver com o mundo sem ser parte dele, e ser pessoas normais sem tomar uma postura de “santos” e intocáveis que estão fora do mundo, pois isso não é verdade, em especial para o leigo que vive no século. Desse modo, podemos e devemos conversar dos assuntos do dia-a-dia como, por exemplo, família, futebol, filmes, notícias, política e até de nossos problemas, com os mais íntimos. Então nessas conversas surgirão as oportunidades para manifestar nossa fé, anunciar o Evangelho, enfim, falar de Jesus.

Também é preciso estar atentos para não querer impor nossa fé às pessoas, para não cairmos em discussões que somente levam à desunião e contra-testemunho, pois quando chegamos a esse ponto, na verdade, estamos mais preocupados em defender a nós mesmos e nosso orgulho do que realmente anunciar o nome de Jesus.

Portanto, devemos sempre evitar esse tipo de situação, principalmente quando estamos diante de pessoas de outras crenças porque essas discussões tendem a ser muito acirradas.

Por fim, o grande segredo é, sob a graça do Espírito Santo e dom do discernimento, perceber os momentos corretos e a melhor forma de falar de Jesus, de tal forma que o próprio Cristo possa realmente tocar o coração do outro e assim Ele mesmo fazer a obra de transformação e conversão na sua vida.

Fernando Botelho de Andrade
Consagrado da Comunidade Católica Pantokrator
Revista "O Pão da Vida", janeiro de 2006
Comunidade Católica Pantokrator

Postado por Edwin Luisi Matias membro do Grupo de Jovens Emproc

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