24 de jan. de 2010

Não me ama mais!

Amar é uma atitude em favor do outro

Quanta angústia e até desespero quando se ouve do outro: "Não gosto mais de você!" O gostar é um sentimento. Nossos sentimentos podem mudar de um minuto a outro. Por exemplo, posso estar muito feliz, porém, se de repente recebo uma notícia ruim, torno-me muito triste. Meu sentimento, que era de alegria, agora é de tristeza. Mudou em segundos. Se o amor for apenas um sentimento, então, ele é frágil e pode mudar ou acabar de uma hora para outra.

Amor é muito mais que um sentimento. Amar é um ato. Uma atitude em favor do outro. Em I Coríntios 13, 5 diz: "O amor não busca os seus próprios interesses". Ama aquele que não procura os seus interesses, mas, os do outro. Amar é uma ação, um movimento em favor e em direção ao outro.

Amar é uma atitude que alguém toma em favor e em direção ao outro, sem nada esperar, cobrar e exigir (assim é o amor de Deus por nós: incondicional e desinteressado). Amar é uma atitude que precisa ser renovada todo dia e a todo instante.

Assim, se alguém não me ama hoje, se não está disposto a me amar hoje, poderá me amar amanhã. Da mesma forma, se eu não amo alguém, hoje, posso amá-lo amanhã. Se não amava os pobres, os moradores de rua, posso começar a amá-los.

Pais que não amavam um filho podem começar a amá-lo. Se você já não ama alguém, pode voltar a amá-lo no momento em que se decidir a tal. Tampouco existe amor não correspondido. Ele nunca depende do outro, apenas de quem se dispõe a amar.

O sentimento pode mudar como o vento, mas " o amor jamais acabará" (I Cor 3,8).

06/01/2010
Autor: Padre Alir Sanagiotto, SCJ
Fonte: Comunidade Canção Nova

A escolha do amor

Pessoas que têm certezas absolutas erram mais

Todos os dias fazemos escolhas em nossas vidas. Algumas escolhas são simples; outras, mais complexas. Escolhemos a roupa, o sapato, a alimentação, o trajeto. Escolhemos a escola, o trabalho, as prioridades. Como não é possível resolver todos os problemas de uma única vez, vamos escolhendo aqueles que precisam ser solucionados antes. Escolhemos no supermercado, na loja, a forma de pagamento. Algumas escolhas simples ficam complicadas quando complicamos a vida. Fazer um almoço se torna um calvário para quem está angustiado. Ter de escolher o que fazer e que agrade às outras pessoas da família parece um trabalho insano.

Escolher a escola dos fihos. Escolher a mudança de emprego. Aos poucos as escolhas vão exigindo mais reflexão e o resultado da escolha vai ficando mais sério. Uma coisa é escolher a comida errada no cardápio e decidir que não vai pedir mais aquele prato. Outra coisa é perceber que casou com a pessoa errada. A escolha do casamento tem de ser mais demorada do que a do produto de uma prateleira em um supermercado.

Como somos imperfeitos, a dúvida sempre fará parte de nossas escolhas. E é diante da dúvida que amadurecemos. Pessoas que têm certezas absolutas erram mais e sofrem mais com isso.

A dúvida nos torna mais humildes, mais abertos ao diálogo. Nesses momentos é que percebemos nossa maturidade frente aos obstáculos. Os mais concretos ou os mais abstratos.

Neste início de ano, uma modesta sugestão:

Diante das dúvidas que surgirem, escolha o amor.

Diante de sentimentos mesquinhos, como a inveja, o ciúme, a vingança; escolha o amor. Antes de falar, pense. Mas pense com amor.

Antes de agredir, lembre-se de que o tempo da cicatriz é mais demorado do que o tempo do comedimento.

Antes de usar a palavra como instrumento de maldizer, lembre-se de que o silêncio é o grande amigo e de que, na dúvida, o outro deve receber a sua compaixão.

Diante do comodismo, da alienação, escolha o amor em ação. Assim fizeram os apóstolos, mesmo sabendo que seriam incompreendidos; assim fez Francisco de Assis quando ousou chamar a todos de irmãos; ou Dom Bosco com os jovens que só se aquietavam quando se sentiam amados. Assim fez Madre Tereza de Calcutá que fazia a escolha do amor diante de cada próximo que dela precisasse. Diante da boa dúvida, é bom pedir ajuda.

Para os irmãos e para Deus, a essência do Amor. Os desafios são muitos. É por isso que sozinho fica difícil. Como diz a canção: "Eu pensei que podia viver por mim mesmo. Eu pensei que as coisas do mundo não iriam me derrubar".

E a oração continua e, com ela, nossa certeza: "Tudo é do Pai. Toda honra e toda glória. É Dele a vitória alcançada em minha vida".

Que sejamos responsáveis em nossas escolhas simples ou mais complexas. Mais uma vez, com amor, tudo fica mais fácil e mais bonito!

Um grande abraço!

14/01/2010
Autor: Gabriel Chalita
Fonte: Canção Nova

Fé fácil

Crer em Deus custou caro para Moisés, para Jacó, para Jeremias, para Paulo, para Pedro e os demais apóstolos, para Estevão, Agostinho, Gregório Magno, Maomé e para milhares de pregadores da sua existência. Todos eles sofreram profundamente enquanto buscavam um sentido para sua fé em Deus.

É do místico e papa Gregório Magno (540-604) a afirmação de que Deus é uma experiência angustiante e que é difícil alcançá-lo, porque ele permanece oculto numa escuridão impenetrável. Nada sabemos sobre Ele. Procurá-lo com sinceridade dói.

Moisés, Jeremias e Paulo tiveram vislumbres. Milhares morreram por afirmarem sua existência. A leitura da vida dos patriarcas e dos grandes santos e místicos mostra que ninguém chega a Deus sem atravessar a barreira do seu ego e a ciladas dos sentidos. Ambos nos puxam para trás. Libertar-se do egoísmo, do conforto e do orgulho dói. Sai-se esfolado da refrega, descrita simbolicamente na luta hercúlea de toda uma noite que Jacó travou com o anjo do Senhor. (Gn 32,35)

Fé fácil teve Salomão que mentiu para sua mãe e começou por matar seu irmão Adonias para não perder o trono. (1 Rs 2,24-28) Matou também quem servira seu pai. Construiu para Deus um templo majestoso e, logo depois, um ainda maior e mais rico palácio para si mesmo. Disse ter visto Deus duas vezes. Foi riquíssimo e teve tudo o que queria, começando pelas suas 300 mulheres e 700 concubinas que, segundo 1 Rs 11,3 lhe perverteram o coração. O rei que viu Deus duas vezes terminou por adorar Astarote deusa dos sidônios.

Com enorme aparato e com eficiente marketing Salomão se fez passar por vidente, todo poderoso, infalível, sábio e justo. A leitura de sua vida mostra um crente que foi deixando de ser bom. A fama, a riqueza e sua falsa noção de Deus o levaram a uma vida de luxo, de ira, de manipulação da fé e das pessoas ao seu redor. Morreu adorando Quemós, Moloque e outros deuses.

Ao que tudo indica não sofreu pela fé. Mudava de Deus a seu bel prazer. Este, o grande perigo da fé fácil e confortável que traz riquezas, fama e sucesso ao pregador. Ele nunca sabe se terminará seus dias no colo do verdadeiro Deus ou do Deus confortável e recompensador que ele criou.

Em tempos de igrejas de resultado e de pregadores que enriquecem a olhos vistos, convém lembrar homens como Gideão, Salomão, Jeremias, Paulo, e Simão o Mago. São histórias sobre quem serviu à verdade e quem a manipulou por riquezas e poderes.

22/01/2010
Autor: Padre Zezinho
Fonte: Comunidade Shalom

8 de jan. de 2010

Nova Coordenaçao do Grupo de Jovens Emproc

Olá moçada!
Como de costume, todos os anos é feita a troca da Coordenação do grupo.
Nesse ano de 2010 eu Edwin como secretario deixo a secretaria mas, continuarei ajudando em outra funções....
A Coordenação de 2010 ficou da seguinte forma:
Coordenadora Bruna Bernades passa a função para Mariana Andrade (tesoureira em 2009);
A Vice Coordenadora Larissa Bernardes permanece;
O Secretário Edwin Luisi passa a função para Thaísa Cristina Barbosa;
A Vice Secretária Rafaela Karin passa a funcão para Grace Elle;
A Tesoureira Mariana Andrade passa a funcão para Felipe Anconi;
E o Vice Tesoureiro passa a função para André de Pádua;

Fiquei muito feliz por ter participado da Coordenação de 2009, junto com essa turma que não mediu esforços para ajudarem o grupo a crescer.

E que a nova coordenaçao, possa com muita garra e força, fazer de 2010 um ano abençoado para o grupo EMPROC.

Agradecendo também as meninas Tacyanne, Stella e Clara que também participaram da nova coordenação,auxiliando em determinados postos. Que Deus ilumine todas vocês!

Eu, Edwin Luisi Matias, Secretario do Grupo de Jovens Emproc, lavro a presente ata sendo a ultima que faço.....

Agulha e a linha

Um conto dos padres do deserto diz que certo monge, vendo a morte chegar, pediu aos seus companheiros que lhe trouxessem a chave do céu: queria morrer agarrado a ela. Um companheiro saiu correndo e lhe trouxe a Bíblia, mas não era isso que o agonizante queria. Outro teve a ideia de trazer a chave do sacrário, também não deu certo. Foi então que alguém que conhecia melhor o doente foi buscar agulha e linha. Agarrado a esses objetos prosaicos, o irmão passou mais tranquilo para a vida eterna. Era o alfaiate da comunidade: sua chave para o céu era a atividade diária, carinhosamente realizada para servir aos seus irmãos.
A historinha nos leva a entender que o trabalho cotidiano do monge foi a sua verdadeira chave para entrar no céu. Com certeza, ele também devia ter rezado muito, meditado bastante, talvez jejuado nos dias certos e cultivado algumas dezenas de outras virtudes. No entanto, ele sabia muito bem que tudo dependia de como ele havia exercido o seu maior serviço na comunidade.
O caminho da santidade pode passar por momentos extraordinários, gestos de heroísmo, façanhas memoráveis; porém, passa, em primeiro lugar, por aquilo que fazemos bem ou mal no dia a dia. Todos nós reconhecemos que, em nossa vida, é muito mais pesado o dever cotidiano do que alguns momentos de esforço, difíceis, sim, mas passageiros.
É por isso que João Batista, o precursor, deu respostas diferentes para os diversos grupos de pessoas que lhe perguntavam: "O que devemos fazer?" Todos deviam partilhar o que estava sobrando de suas roupas e de sua comida. A solidariedade com os necessitados e carentes é o primeiro passo para iniciar uma nova vida. Sem desprendimento não há verdadeira conversão. Depois o profeta do deserto apontou escolhas diferentes para os cobradores de impostos, que extorquiam o povo, e para os soldados que deviam aproveitar demasiadamente da sua força e das suas armas. Significa que cada um deles, naquele tempo, como também nós, hoje, devemos encontrar o nosso próprio caminho de conversão, a partir do lugar onde estamos.
No entanto, nós adoramos apontar onde os outros deveriam mudar e o que deveriam fazer para dar certo. Mais uma vez é muito mais fácil criticar os outros ou declarar como nos comportaríamos se estivéssemos no lugar deles do que começar a corrigir e a melhorar a nossa própria vida.
Os exemplos não faltam. Muitos sabem perfeitamente o que eles fariam se fossem o presidente ou o governador. No entanto, poderiam começar a cuidar melhor das suas famílias e dos seus negócios. Mal conseguem administrar os seus lares; o que fariam se tivessem maior responsabilidade? Não muito diferente acontece na Igreja também. Quem nunca quis dar conselhos ao padre, ao bispo e ao Papa? Com toda razão, talvez, mas nem sempre quem distribui sentenças aplica os mesmos critérios para si mesmo. Com isso não quero dizer que não podemos mais falar ou criticar. Ao contrário, a correção fraterna é evangélica e salutar entre amigos e irmãos. Quando, porém, a crítica é estéril, ou é a descarga de mágoas, invejas e frustrações, ela não serve nem para quem a recebe nem para quem a dispara.
De acordo com nossas responsabilidades, cada um de nós tem muito a melhorar, simplesmente procurando cumprir bem o que se supõe seja o seu dever, ou, ao menos, o seu trabalho cotidiano. Assim os pais poderiam caprichar mais na educação dos seus filhos. Os educadores deveriam ensinar mais humanidade e amor à vida própria e à dos outros. Quem julga, deveria julgar com justiça. Quem administra, fazê-lo com mais honestidade e lisura. Quem comunica, buscar a verdade e não o seu próprio interesse. Quem deve evangelizar também deveria fazê-lo com alegria, entusiasmo e competência, deixando de lado outras preocupações.
Todos precisamos nos agarrar mesmo às "agulhas" e às "linhas" de nossas vidas. Fazer bem o que está ao nosso alcance, no dia a dia, sempre será a melhor chave para entrar no Reino do Céu. Se isso ainda nos interessa.
21/12/2009Autor: Dom Pedro ContiFonte: Comunidade Canção Nova

Audácia

96 Não sejais almas de "bitola estreita", homens ou mulheres menores de idade, curtos de vista, incapazes de abarcar o nosso horizonte sobrenatural cristão de filhos de Deus. Deus e audácia!
97 Audácia não é imprudência, nem ousadia irrefletida, nem simples atrevimento. A audácia é fortaleza, virtude cardeal, necessária para a vida da alma.
98 Tu te decidiste, mais por reflexão do que por fogo e entusiasmo. Não houve lugar para o sentimento, embora desejasses tê-lo: tu te entregaste quando te convenceste de que Deus assim o queria. E, a partir daquele instante, não voltaste a "sentir" nenhuma dúvida séria; sentiste, pelo contrário, uma alegria tranqüila, serena, que de vez em quando transborda. Assim paga Deus as audácias do Amor.
99 Li certa vez um provérbio muito popular em alguns países: "O mundo é de Deus, mas Deus o aluga aos valentes". E fez-me refletir. - Que estás esperando?
100 Não sou o apóstolo que deveria ser. Sou... o tímido. - Não estarás apequenado, porque o teu amor é curto? - Reage!
101 As dificuldades encolheram-te, e te tornaste "prudente, moderado e objetivo". - Lembra-te de que sempre desprezaste esses termos, quando são sinônimos de covardia, apoucamento e comodismo.
102 Medo? É próprio dos que sabem que agem mal. Tu, nunca.
103 Há uma quantidade bem considerável de cristãos que seriam apóstolos..., se não tivessem medo. São os mesmos que depois se queixam, porque o Senhor - dizem! - os abandona. Que fazem eles com Deus?
104 "Somos muitos; com a ajuda de Deus, podemos chegar a toda a parte", comentam entusiasmados. - Então, por que te amedrontas? Com a graça divina, podes chegar a ser santo, que é o que interessa.
105 Quando a consciência remorde, por termos deixado de realizar uma coisa boa, é sinal de que o Senhor queria que não a omitíssemos. - De fato. Além disso, tem por certo que "podias" tê-la feito, com a graça de Deus.
106 Não o esqueçamos: no cumprimento da Vontade Divina, as dificuldades se ultrapassam por cima..., ou por baixo..., ou ao largo. Mas..., ultrapassam-se!
107 Quando se trabalha para expandir um empreendimento apostólico, o "não" nunca é uma resposta definitiva. Insiste!
108 És demasiado "precavido" ou demasiado pouco "sobrenatural" e, por isso, pecas por esperto: não inventes tu mesmo os "problemas", nem queiras resolvê-los todos. - Talvez aquele que te escuta seja menos "esperto" ou mais "generoso" do que tu e, como conta Deus, não te levantará tantas dificuldades.
109 Há uns modos de agir tão prudenciais que, numa palavra, significam pusilanimidade.
110 Convence-te: quando se trabalha por Deus, não há dificuldades que não se possam superar, nem desalentos que façam abandonar a tarefa, nem fracassos dignos deste nome, por mais infrutíferos que se apresentem os resultados.
111 A tua fé é demasiado pouco operante: dir-se-ia que é de carola, mais do que de homem que luta por ser santo.
112 Serenidade! Audácia! Desbarata com essas virtudes a "quinta coluna" dos tíbios, dos assustados, dos traidores.
113 Asseguraste-me que querias lutar sem tréguas. E agora me vens de asa caída. Olha, até humanamente, convém que não te dêem tudo resolvido, sem problemas. Alguma coisa - muito! - te cabe fazer a ti. Senão, como hás de "fazer-te" santo?
114 Não te lanças a trabalhar nesse empreendimento sobrenatural, porque - assim o dizes - tens medo de não saber agradar, de tratar de algum assunto de maneira infeliz. - Se pensasses mais em Deus, essas sem-razões desapareceriam.
115 Às vezes penso que uns poucos inimigos de Deus e de sua Igreja vivem do medo de muitos bons, e encho-me de vergonha.
116 Enquanto conversávamos, afirmava-me que preferia não sair nunca do tugúrio onde vivia, porque gostava mais de contar as vigas da "sua" estrebaria do que as estrelas do céu. - Assim são muitos, incapazes de prescindir das suas pequenas coisas, para levantar os olhos ao céu. Já é tempo de que adquiram uma visão de mais altura!
117 Compreendo a alegria sobrenatural e humana daquele homem que tinha a sorte de ser um ponta-de-lança na semeadura divina. "É esplêndido sentir-se único, para sacudir toda uma cidade e seus arredores", repetia para si mesmo, muito convicto. - Não esperes até contar com mais meios ou até que venham outros: as almas precisam de ti hoje, agora.
118 Sê atrevido na tua oração, e o Senhor te transformará de pessimista em otimista; de tímido em audaz; de acanhado de espírito em homem de fé, em apóstolo!
119 Os problemas que antes te oprimiam - pareciam-te altíssimas cordilheiras - desapareceram por completo, resolveram-se à maneira divina, como, quando o Senhor mandou aos ventos e às águas que se acalmassem. - E pensar que ainda duvidavas!
120 "Não ajudem tanto o Espírito Santo!", dizia um amigo, brincando, mas com muito medo. - Respondi: penso que "O ajudamos" pouco.
121 Quando vejo tantas covardias, tantas falsas prudências..., neles e nelas, ardo em desejos de perguntar-lhes: então a fé a confiança são para pregar, não para praticar?
122 Encontras-te numa atitude que te parece bastante estranha: por um lado, diminuído, ao olhares para dentro; e, por outro, seguro, animado, ao olhares para cima. - Não te preocupes: é sinal de que te vais conhecendo melhor e - isso, sim, é o que importa! -, de que O vais conhecendo melhor a Ele.
123 Viste? Com Ele, pudeste! De que te admiras? - Convence-te: não tens por que maravilhar-te. Confiando em Deus - confiando deveras! -, as coisas tornam-se fáceis. E, além disso, ultrapassa-se sempre o limite do imaginado.
124 Queres viver a audácia santa, para conseguir que Deus atue através de ti? - recorre a Maria, e Ela te acompanhará pelo caminho da humildade, de modo que, diante dos impossíveis para a mente humana, saibas responder com um "fiat!" - faça-se! - que una a terra ao Céu.
28/12/2009Autor: São Josemaria EscriváFonte: http://www.escrivaworks.org.br

Por que rezar?

Quando não falamos com alguém, perdemos a intimidade
Muitos podem se perguntar por que devem rezar. Eu sempre digo: a oração não muda nada em Deus. Ele é Imenso, Todo-Poderoso, Todo-Misericordioso, continua sempre o mesmo. Mas nós, à medida que rezamos, sentimos tudo se transformar em nossa vida. Desde o mais íntimo do coração, a mudança se faz. Uma pessoa que ora, transforma a si, aos outros e o ambiente onde está cumprindo sua missão. Mas a vida de oração não é nada fácil. Estão aí os grandes mestres de todos os tempos em nossa Igreja para nos ajudar.
Muitas vezes, as "noites escuras" de São João da Cruz se fazem presentes. Quem é que nunca passou por um deserto espiritual? Quem é que nunca se sentiu árido na vida de oração? Tudo isso faz parte da caminhada. O importante é perseverar e saber esperar. Santo Ignácio de Loyola fala de tempos de desolação. Mas temos também os tempos de consolação, afirma o mesmo santo [Ignácio]. Estes nos servem como reservatórios de céu... São aqueles momentos marcantes, nos quais a presença de Deus foi "sensível", foi irrefutável... Esses momentos ficam na memória do coração e nos reabastece por uma vida! Com Deus, devemos conversar como com um amigo! Aliás, para mantermos uma amizade, o diálogo contínuo se faz necessário.
Quando deixamos de falar com alguém, deixamos o espaço de tempo sem encontro ser muito grande, perdemos a intimidade, perdemos o brilho da amizade. Da mesma forma, com o Senhor, temos que renovar nossa amizade e o carinho por Ele e pelos que são d'Ele todos os dias. O encontro diário deve ser agradável. Devemos "marcar encontros" efetivos e afetivos com Nosso Senhor e Amigo. Efetivos no sentido de cumprirmos verdadeiramente o horário e o lugar e, de preferência, sempre os mesmos.
Crie o seu tempo e espaço de oração. E afetivos, porque devem ser marcados pelo amor, acima de tudo, encontros de louvor e ação de graças. Essa experiência nos faz experimentar o céu, e mesmo quando as nuvens parecerem encobrir o brilho do Sol, no coração uma certeza permanecerá: o Sol sempre estará lá, com seu intenso brilho! A vida de oração nos faz perceber que onde parece não haver caminho para nós, Deus faz um. Quantos são os testemunhos neste sentido? "Orai sem cessar. Em todas as circunstâncias dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo" (1Ts 5,17-18).
Que Maria, Mulher do silêncio e Mestra de nossa vida espiritual, seja nossa companheira e guia!
02/01/2010Autor: Pe. Rinaldo Roberto de RezendeFonte: Comunidade Canção Nova